3.13.2015

Free Willy - Keiko

Free Willy
 Quem é que por aí se lembra da saga Free Willy? Trata-se de um filme dos anos 90 que contava a história de um rapaz que tentava libertar uma orca que tinha sido capturada para ser mantida em aquário.


Se estão a pensar onde é que arranjaram uma orca para contracenar neste filme, ficam a saber que se tratava de Keiko e era realmente uma baleia assassina que vivia em cativeiro desde muito cedo. Depois do filme a opinião pública insurgiu-se com o facto de animais selvagens serem capturados para fazerem espectáculos de entretenimento e surgiu a fundação Free Willy - Keiko, que tinha como objectivo devolver esta baleia assassina ao mar.

Keiko
Devido aos vários anos em que viveu em cativeiro sem espaço suficiente para expressar os seus comportamentos naturais, Keiko desenvolveu vários problemas como a barbatana dorsal curvada, peso insuficiente, entre outros. Além disso, como foi apanhado muito novo e viveu muitos anos sem contacto com outras Orcas, não tinha aprendido vários comportamentos que seriam essenciais para a sua sobrevivência em liberdade.

Quando finalmente decidiram ceder à pressão pública e libertar Keiko (1996), foi transportado para uma piscina maior que lhe permitisse ensinar a suster a sua respiração durante mais tempo, caçar e começaram a reduzir o seu contacto com pessoas. 

Em 1998, transportaram-no para a Islândia, onde tinha sido originalmente capturado para receber a parte final do seu treino para a liberdade. De 2000 a 2002, foi treinado a seguir os seus tratadores de barco para o oceano aberto. Nesta altura, o seu contacto com humanos era o mais reduzido possível. O objectivo era aproveitar os meses de verão, quando chegavam orcas para se alimentar nesta zona e libertarem Keiko para perto delas para o motivar a segui-las. Efectivamente Keiko seguiu as baleias e passou algum tempo no mar, até chegar à Noruega. Na Noruega, Keiko voltou a tentar interagir com humanos em vez de seguir caminho com as outras orcas. Assim, ele voltou a ser cuidado por humanos e lá ficou até morrer em Dezembro de 2003.

Quando começaram a preparar Keiko para a liberdade também existiram opiniões que se manifestavam contra esta ideia. Principalmente porque estudos mostram que as devoluções de animais à natureza tem mais hipóteses de serem bem sucedidas se os animais forem mantidos em cativeiro por períodos pequenos, o que não era claramente o caso desta orca. Além disso, na maior parte da sua vida só tinha tido contacto intenso com humanos e não estava preparada para a riqueza e diversidade do oceano.

Se tiverem interesse na forma como são mantidos os animais em cativeiro e o que isso significa, sugerimos que vejam o documentário Black Fish.

Fontes:
New York Times
From Captivity to the Wild and Back: An Attempt to Release Keiko the Killer Whale

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